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EXTRA DISTANCE
Julio Paterlini é bicampeão da maior
prova de endurance do ciclismo brasileiro

Fotos: Luiz Doroneto/@dorofoto e Marcos Adami

Foto: Luiz Doroneto/@dorofotoPela segundo ano consecutivo o santista Julio Paterlini (foto), da equipe Memorial, venceu o Extra Distance na categoria solo. Paterlini percorreu os 809 quilômetros da prova em 27h38min25s, com uma média de 29,3 km/h.

Durante todo o percurso ele só parou 17 minutos para jantar e recompor as energias. Julio Paterlini terminou apenas 44 segundos à frente do segundo colocado, o cearense Michel Bogli.

A prova começou às 6 da manhã no estacionamento do Hipermercado Extra Penha, na Zona Leste da Capital paulista. No total 341 se inscreveram para o evento e João Paulo Diniz foi o primeiro a largar. O empresário era um dos 23 ciclistas inscritos na categoria solo, mas não concluiu a prova. Apenas seis atletas dessa categoria terminaram a prova.

A prova

De São Paulo, a competição seguiu pela Rodovia Carvalho Pinto/Ayrton Senna, depois pela Rodovia D. Pedro I, até Campinas. De lá a competição seguiu até Aguaí (pela SP-340) e depois até Pirassununga. De lá, a prova passou por Jaú e Bauru, de onde seguiu pela Rodovia Marechal Rondon. A última rodovia a ser percorrida foi a Castelo Branco, até a chegada na cidade de São Paulo.

Foto: Marcos AdamiO trânsito, sempre infernal nas Marginais Tietê e Pinheiros, fez com que alguns atletas se perdessem já no perímetro urbano da capital paulista. Foi o caso da dupla mista de Campinas, formada por Fernanda Lattes e Felipe André Fidelis (foto), que perderam cerca de uma hora – e a segunda colocação no pódio final - por conta do trânsito.

No ano passado, na primeira edição do Extra Distance, a largada em Campinas (no interior do Estado), e a chegada na Praia Grande (no litoral), se mostraram mais eficazes e ao mesmo tempo ofereceram riscos menores de acidentes no trânsito para os competidores.

Ritmo alucinante

Logo no início, o austríaco Valentin Zeller (Team Americas), tido como um dos favoritos à vitória, largou forte e tomou a ponta da prova, com um ritmo muito intenso. Zeller chegou a abrir mais de 42 minutos sobre Júlio Paterlini, que manteve a segunda colocação. Por volta do quilômetro 500, próximo a Jaú, no interior de SP, o austríaco passou mal e abandonou a competição.

Foto: Luiz Doroneto/@dorofoto“Era um ritmo alucinante. Quando o gringo quebrou, eu e o Michel fomos juntos. E no finalzinho ele atacou, para tentar vencer, porque tinha largado um minuto à minha frente. Eu fiquei só administrando, fazendo força, claro, mas mantendo uma diferença segura e ele só conseguiu abrir 16 segundos”, disse o bicampeão Júlio Paterlini.

Após o abandono do austríaco, Paterlini e Michel Bogli (foto) iniciaram uma batalha pessoal pela vitória, que só terminou no sprint final na chegada, no Hipermercado Extra Anhanguera, em São Paulo.

Durante a noite do sábado uma chuva torrencial infernizou a vida dos competidores e endureceu ainda mais as condições de prova.

Foto: Luiz Doroneto/@dorofotoNa categoria duplas, a equipe DHL – BK Sports, formada por Quintino Cordeiro e Sérgio Bunioto (foto), foi a vencedora com o tempo de 24h20min.

Eles optaram por fazer revezamentos rápidos, em que cada um pedalava entre uma hora e uma hora e meia por turno. A estratégia era abrir vantagem no começo da prova. E funcionou.

Foto: Marcos AdamiNa segunda colocação ficou a equipe ACF/VIT SHOP POWER FULL, com o tempo de 24h37min. A dupla mista formada por José Filho e pela cearense Alziane Diógenes (foto), vice-campeã do 12 Horas de MTB, realizado no último final de semana de novembro, não concluiu a prova.

Outro destaque das duplas foi a equipe Brasil Telecom/ Unimonte/ Powerbar, formada pelos atletas paraolímpicos Rivaldo Martins e Roberto Carlos Silva.

Rivaldo é amputado da perna esquerda e pedala utilizando uma prótese. Roberto é amputado do braço direito e não usa prótese. Ambos costumam disputar provas de triathlon e participaram das paraolimpíadas de Atlanta e Sydney.

Foto: Luiz Doroneto/@dorofotoRivaldo (foto) foi o único ciclista brasileiro nas Paraolimpíadas de Atenas. “Esta prova foi muito dura. Erramos o caminho logo no começo e isso acabou tirando nosso ritmo. Viemos com o objetivo de completar o percurso. A prova foi difícil, mas disputar um Ironman é muito mais”, contou Rivaldo.

Na categoria quarteto masculino, a mais veloz foi a equipe “Team Sem Limite”, da cidade de Americana (SP), formada por Marcos Novello, Renato Valler Filho, Rodrigo e Renato de Lucas. Novello, que é ciclista olímpico, chegou a registrar no início da prova a incrível média horária de 47 km/h e terminaram a prova com o tempo de 21h41min.

Na segunda colocação, entre os quartetos masculinos, ficou a equipe RAM-KHS-ELITE BIKE, de Campinas (SP), formada por Adriano Martins, Rodolfo Vaccari, Rodolfo Batista e Armando Camargo Filho, com o tempo de 21h42min.

O incansável Paterlini

Foto: Luiz Doroneto/@dorofotoAos 38 anos, Júlio Paterlini é um ciclista como poucos. Foi campeão de estrada (resistência) nas categorias júnior, em 1985, elite, em 91, e master, em 2000. Outra conquista importante foi o vice-campeonato panamericano júnior, também em 85.

Há dois anos decidiu investir nas provas de longa distância. A primeira prova foi realizada com Cláudio Clarindo (Memorial-Rudy Project), com 807 km entre Santos, Guaranésia (MG), e retorno a Santos.

No ano passado, foi campeão do Extra Distance, completando 857 km em 29h07min41seg (média de 29,4 km/h). Este ano, como preparação para o Extra Distance, venceu o Desafio 24 Horas, em Fortaleza, competindo em duplas.

Foto: Luiz Doroneto/@dorofotoAgora, o objetivo é garantir uma estrutura para disputar o Race Across América (RAAM), a principal do mundo, com nada menos que 4.800 km, nos Estados Unidos.

“Garanti a vaga e agora esse é a minha meta. Mas essa prova é outra realidade. Quero completar, chegar entre os cinco nesse primeiro ano, para depois pensar em brigar pelo título. Em 2005 também quero voltar a competir na elite, com a equipe Memorial-Santos, para pegar ritmo, sofrer mais. Se só ficar treinando, você não ganha ritmo”, ressaltou.

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