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O
MTB E O CICLISMO
O ciclismo na vida e nos treinos
de uma mountain biker
Olá
amantes das bikes,
Nessa
coluna vou contar o quanto o ciclismo é importante para nós
mountain bikers.
Muitas
pessoas, amantes do esporte, me perguntam com freqüência
como consigo manter meu “Trovão Azul” (minha
Fuji-MT-SL de competição) intacta até essa
altura da temporada. Na verdade, muitas pessoas não sabem.
Mas vou contar o segredo.
Meus
treinos são baseados em 80% ciclismo e 20% mountain bike.
O ciclismo (asfalto) é muito importante na vida do atleta
de mountain bike e até mesmo dos donwhilleiros. Há
semanas de treino que só pego duas vezes em minha mountain
bike, e olhe lá.
As
geometrias de uma bike de ciclismo e uma de mountain bike são
muito diferentes. As bikes de speed são mais leves e a relação
de marchas é mais pesada. Mas os treinos que faço
em cima de uma magrela (speed) rendem muito mais pelos pneus mais
finos e as rodas maiores. Com minha bike de ciclismo, faço
treinos de sprint, vácuo, resistência, tiros e outros.
Deixo meu “Trovão Azul” para treinos de técnica,
em trilhas e estradas de terra.
Nas
provas de ciclismo usamos todas essas habilidades que pratico nos
treinos, mas há coisas bem distintas nessas duas modalidades.
No ciclismo, a facilidade do vácuo é muito maior que
no mountain bike e o jogo de equipe é fundamental. Situações
de chegadas em sprint é muito difícil acontecer nas
pistas de mountain bike.
Vocês
devem está se perguntando, por que a Roberta Stopa está
falando disso com tanta firmeza? Bom, eu corro ciclismo e mountain
bike desde 1997 e já fui campeã da “9 de Julho”
nesse mesmo ano, na modalidade de mountain bike no asfalto. Eu não
tinha uma bike de speed para competir e a organização
fez uma categoria feminina de mountain bike. Resolvi arriscar e
acabei levando o título.
Depois
de algum tempo consegui comprar minha primeira speed. Era tudo muito
deferente, mas insisti em alinhar nas provas de ciclismo com as
feras do asfalto. Corri a “Copa América”, em
São Paulo, e terminei entre as oito. No “Torneio de
Verão”, em Santos, fiquei entre as dez e, em 2004,
na “9 de Julho”, em Interlagos, conquistei um excelente
quinto lugar, que por sinal foi muito dura.
Há
detalhes que a televisão não consegue mostrar e pouca
gente sabe, mas o Autódromo de Interlagos tem duas subidas
muito pesadas e um asfalto muito grosso, que deixa as pedaladas
muito mais pesadas. Se perder o contato com o pelotão principal
... a corrida já era.
Esse
ano eu defendo a camisa de uma grande equipe de ciclismo, a Memorial,
de Santos, que tem grandes atletas e muitos resultados positivos
no circuito nacional. Em outubro vou disputar os Jogos Abertos de
ciclismo, em Botucatu (SP) com toda a equipe. Em minhas pedaladas
no asfalto, eu uso uma Fuji Marseille, que pesa 8,6 kg, e está
montada com componentes Shimano Dura Ace.
Então
galera esse é o segredo para meu “Trovão Azul”
estar assim novinho. Acabei contando um pouquinho mais além
do segredo.... rsrs.
Boas
pedaladas, bons treinos e andem sempre equipados.
Beijos
da mineira,
Roberta
Stopa
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