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QUESTÃO
DE PREFERÊNCIA
Roberta Stopa fala das diferenças entre o XC e as
provas de maratona
Olá
amantes das bikes.
Vou
falar um pouquinho das provas de circuito (também chamadas
de cross-country) e das provas de intercity, desde o ano passado
conhecidas como maratona de mountain bike.
Eu
particularmente prefiro as provas de cross-country, que são
mais curtas e rápidas. Vou dar um exemplo do circuito de
Araxá, palco da primeira etapa da Copa Internacional Power
Bar Reebok.
É
um circuito rápido, duro, e com muita técnica, onde
exigiu muito do físico do atleta. Um percurso onde, durante
toda a prova, dá para observar o quanto o adversário
está abrindo, ou vice-versa. Onde, em quase 90% do percurso,
tem alguém gritando seu nome e torcendo. E isso é
muito bom, porque assim nunca deixo a peteca cair e sempre quero
dar o meu máximo.
O calor
do público gritando em cada volta, nas tendas montadas na
arena, no ponto de apoio. Durante todo o percurso tem sempre um
amante do esporte torcendo e incentivando: “Vamos lá,
soca bota, vamos buscar, ta logo ali”, e muitas outras frases
que escuto e me fazem buscar força...que, para falar a verdade,
às vezes não sei nem de onde tiro. Esse é um
esporte onde sempre estou no limite. Eu amo o cross-country.
Já
as provas de maratona... vixi... não sou muito fã.
É completamente o oposto do cross-country: mais longa, bem
mais longa (rsrsrs). Só sinto o calor do público na
largada, na chegada e quando passo pelo ponto de apoio.
Durante
quase quatro horas de prova, posso garantir que 10 minutos, ou menos,
vejo a galera torcendo e gritando. A única companhia que
tenho em provas assim é quando encontro outro atleta no mesmo
nível que eu, ou quando estou disputando com alguma das meninas.
Com companhia, ainda que casual, fica bom e o tempo passa rapidinho.Essa
teoria de ser boa no cross-country e razoável nas provas
de maratona, ou vice-versa, é muito relativa. A experiência
que tenho durante anos de pedal me mostrou que isso é uma
questão de gosto pela modalidade e, principalmente de treino,
planejamento, de focar em um objetivo e correr atrás.
No
Iron Biker de 2003, logo no meu primeiro ano de retorno às
pistas, eu que prefiro o cross-country, me deparei com um desempenho
fantástico durante a prova de maratona. Por quê? Durante
dois meses depois do término das provas de cross-country
só me dediquei a treinos com foco no Iron Biker e tive resultado.
Na
edição de 2003 do IB, fiz uma ótima prova.
No primeiro dia estava junto com a italiana Sandra Klomp, até
minha bike quebrar. Foi uma loucura e tive que percorrer os últimos
48 quilômetros que faltavam com apenas as três coroas
e a catraca 34. O cabo do câmbio travou dentro do grip (manopla
de mudanças de marcha) e não tinha como cambiar. Mas
só fui descobrir isso depois da prova, quando deixei a bike
para arrumar. Fiquei com a mão toda detonada (foto
ao lado) de tanto tentar passar a marcha.
Bom
galera, falei um pouquinho de cada modalidade, contei um pouco do
Iron e agora vocês já sabem que sou fã mesmo
do cross-country.
Mas
nada que um bom acompanhamento técnico não possa me
deixar afiada para qualquer tipo de modalidade.
Em
2006, vou ter o acompanhamento do preparador físico e atleta
Hugo Prado Neto, da OCE (Overthetop) www.treine.net, que está
disposto a tirar qualquer dúvida sobre esse e outros assuntos.
Boas
pedaladas, bons treinos e não esqueçam de andarem
sempre equipados.
Beijos
da mineira,
Roberta
Stopa
www.fotolog.terra.com.br/robertastopa
robertastopa@oi.com.br
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