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QUANDO
A VITÓRIA NÃO VEM
Roberta conta quando as falhas mecânicas roubam a vitória
Olá
amantes das bikes,
Esse
mês vou contar para vocês quando a vitória não
vem.
A melhor
coisa que pode haver para qualquer atleta é saber que estamos
100% preparados para determinada prova. Quando estou alinhada e
prestes a largar, vem aquela sensação de confiança
e a certeza de que os treinos foram realizados com sucesso e sem
falhas.
Nesse
momento, segundos antes da bandeirada de largada, a alta estima
fala mais alto e a única coisa que vem em mente é
realizar uma excelente prova e correr para ponto mais alto do pódio.
Vocês devem está se perguntando porque estou falando
tudo isso.
Bom,
bom vamos lá... Vou contar a vocês sobre duas provas
na qual entrei com toda certeza do mundo que iria vencer. Sabia
que tinha feito um bom trabalho para conquistar a vitória
e, se dependesse exclusivamente do meu físico, a vitória
seria certa.
A primeira
foi em 2004, na última etapa da Copa Ametur, em Carandaí
(MG). Larguei para o tudo ou nada. Quem vencesse a prova levaria
o título de campeã para casa. E foi o que eu fiz.
Larguei forte e só olhava para frente. Abri a segunda volta,
de um total de quatro, e havia apenas uma atleta na minha roda,
com mais de 50 segundos de vantagem sobre as outras adversárias.
Logo
na subida senti que podia abrir e ir embora. E fiz isso. Mas, logo
depois da subida, havia um donwhill muito técnico e foi nele
que minha prova terminou. Perdi minha corrente na trilha e procurei
a bendita até achar. Consertei rapidamente (foto)
e as meninas ainda não tinham passado.
Quando
sentei na bike e comecei a pedalar...humm...aconteceu mais uma:
minha corrente estava torcida. Tentei, cortei, emendei e nada! Fiquei
louca de raiva e, por alguns segundos, pensei comigo mesma: “Não
adianta apenas ter lado físico 100%, se dependo de outras
coisas para vencer”. Fiquei muito chateada e não teve
jeito mesmo, tive que abandonar a prova e terminei o campeonato
em quarto. Foi muito difícil aceitar.
A segunda
também foi na Copa Ametur e na última etapa! Coincidência?
Hehehe, não sei....essa foi no dia 7 de agosto desse ano,
em Congonhas.
A briga
era boa. Estávamos em três atletas quando, na terceira
volta (eram cinco), eu consegui abrir de uma atleta e só
ficamos nós duas na disputa.
Na
parte mais difícil do circuito, com muitas raízes
e pedras, meu pneu furou e vi escapar novamente a vitória
das minhas mãos...
Eu
estava usando o pneu com um líquido dentro, conhecido como
“No Tubes”, que é um material vedante. Virei
o furo para baixo e esperei alguns segundos até que tampasse
o buraco.
Assim
que tampou, sentei na bike e fui atrás das meninas, mas sem
sucesso. Tive que parar novamente para encher o pneu e a pressão
da minha bombinha de CO2 (Uma bomba hi-tech, alimentada por um pequeno
cilindro de CO2, e que cabe na palma da mão. É só
apertar um gatilho para acionar) fez com que o furo abrisse novamente.
Perdi ainda mais tempo com isso.
Mas
dessa vez eu consegui completar a prova e terminei na terceira colocação
na etapa e no campeonato.
É
isso aí galera. A confiança em si próprio e
o pensamento positivo pode nos levar onde quisermos.
Boas
pedaladas, bons treinos e não esqueçam de andarem
sempre equipados.
Beijos
da mineira,
Roberta
Stopa
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