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Optimo - A bike
proibida da Cannondale
No
sábado passado, durante a sétima etapa da Volta da
França um grupo de ciclistas com a inscrição
"Legalize My Cannondale" (foto) roubava as atenções
antes da largada.
Os ciclistas da equipe
italiana Saeco protestavam contra a nova regulamentação
da União Ciclística Internacional (UCI) que determina
que as bicicletas não devem pesar menos que 6,8 kg, de acordo
com a resolução 1.3.019.
A nova bike da Cannondale,
que pesa apenas 6,6 kg, é feita com tubos de fibra de carbono
e alumínio. A empresa não revela detalhes de seu novo
modelo, chamado de "Optimo", que deve chegar em breve
ao mercado, mas o quadro deverá receber a denominação
de CAAD 8.
A
Optimo vem sendo utilizada pelos ciclistas Danilo de Luca e Gilberto
Simoni, vencedor do último Giro D'Italia. Para adequar a
"Optimo" às regulamentações da UCI,
a Cannondale teve que adicionar cerca de 200 gramas em pesos no
quadro da bike (foto).
A intenção
da UCI ao limitar o peso mínimo das bikes é a de proteger
os ciclistas, afinal os materiais usados na construção
de bicicletas de alta competição também têm
seus limites. Componentes como guidão, mesa, eixos, pedivelas
e o garfo são de importância vital para o atleta. Qualquer
ruptura em um desses componentes pode ocasionar acidentes fatais.
Entretanto, hoje em
dia, com novas tecnologias e novos materiais, o peso mínimo
das bicicletas diminuiu bastante e a resistência a impactos
aumentou relativamente, daí o protesto "Legalize My
Cannondale". A empresa norte-americana investiu U$ 6 milhões
na construção do laboratório ESAL (Experimental
Stress Analysis Lab).
Em tempo: os ciclistas
da Saeco foram multados pela organização do Tour de
France em 200 francos suíços cada, pelo uso do protesto
no uniforme.
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