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As
donas do pedal
Esportes com bicicleta atraem cada vez mais
adeptas
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Largada
da Copa
América, em janeiro |
O crescimento
dos praticantes de ciclismo cresce a olhos vistos no Brasil. Basta
reparar no número de ciclistas nos acostamentos das estradas
e no crescente número de participantes do sexo feminino nos
eventos ciclísticos, que não param de crescer país
afora.
Parte
das mulheres ingressa nesse esporte atraída pelo gasto calórico
proporcionado pelas pedaladas. O ciclismo traz grandes benefícios
à saúde, e conseqüentemente, à beleza.
Por
ser um exercício aeróbio, cada hora de pedalada queima
cerca de 730 calorias. Além de emagrecer, pedalar trabalha
e define pernas, glúteos, abdômen e braços,
especialmente durante as subidas.
MAIS
PROVAS
Embaladas
por esse crescimento geral, as mulheres marcam cada vez mais presença
nos esportes praticados com bicicleta. Em Minas Gerais, por exemplo,
foi criada uma prova de mountain bike exclusiva para mulheres.
O Race
das Meninas, idealizado pela biker e publicitária Andréa
Marcellini, é um campeonato com três etapas dedicadas
inteiramente a elas. A primeira edição da prova foi
realizada no dia 7 de setembro do ano passado e o número
de participantes não pára de bater recordes. Se, no
ano passado, eram menos de 80 meninas inscritas, na prova do dia
16 de março desse ano o número subiu para quase 100
competidoras.
No
Campeonato Interestadual de Mountain Bike, por exemplo, que é
realizado há 15 anos, o número de mulheres dobrou.
“Criamos novas categorias para garotas iniciantes na modalidade,
assim elas não têm que competir com as mais experientes
da categoria Elite”, afirma Marcos Silveira, responsável
pelo Campeonato Interestadual. “A presença de mulheres
nas corridas de mountain bike chama a mídia e, de quebra,
aumenta o número de homens que vão prestigiar as mulheres
competidoras”, acrescenta.
Nos
últimos anos, com o aumento das corridas de aventura, mais
mulheres ingressaram no esporte, já que nas equipes de aventura
é obrigatória a presença de pelo menos uma
mulher no time. Várias atletas passaram a competir em provas
de mountain bike para aprimorar a técnica sobre a bike.
Na
maior prova de ciclismo de resistência do País –
a Extra Distance/Brazil Challenge 800 K – que serve de classificatória
para a Race Across America (RAAM), a presença de mulheres
aumentou substancialmente de 2003 para 2004. Só na última
edição, em dezembro, cerca de 30 mulheres - divididas
em duplas e quartetos - encararam o desafio de pedalar os 800 quilômetros
da competição.
PRODUTOS
PARA ELAS
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Um
pelotão feminino no velódromo
de Caieiras (SP) no mês passado |
De
olho nesse crescimento e nesse novo filão de mercado, fabricantes
de bicicletas, acessórios, componentes e vestuários
para ciclismo desenvolveram produtos exclusivamente dedicado a elas.
São
bicicletas com geometria criada para o corpo feminino, capacetes
com cores diferenciadas, bermudas com caimento feminino, sapatilhas
de visual apelativo ao gosto das mulheres, luvas com design específico
para as mãos femininas, blusinhas e camisas de ciclismo com
cortes que valorizam o corpo da mulher e outros tantos agrados.
Em
São Paulo, a bike shop Pedal Power é uma das poucas
lojas onde as mulheres têm uma gama de produtos à disposição.
Além disso, a loja oferece um ambiente aconchegante e confortável,
com provadores exclusivos para as mulheres.
Confira
alguns produtos exclusivos
para o público feminino na Pedal Power:
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Specialized
BG
O
modelo BG feminino da Specialized, uma das empresas que mais
se preocupa com as consumidoras, tem a parte superior com
Expandex maleável e áreas acolchoadas em pontos
estratégicos. A concepção denominada
“Body Geometry” visa aumentar o conforto da ciclista,
respeitando a ergonomia do corpo humano. |
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Shorts
Fox Girls Liberty
Parece um short comum de microfibra, mas tem
um protetor interno de espuma com 6mm de espessura. Tem bolsos
e zíperes laterais. Nas cores azul e vermelho. |
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Camisa
Liberty Fox
O
modelo Liberty, da Fox, é feito em cotton-lycra. Tem
zíper frontal e bolsos traseiros.
Disponível
nas cores azul/branco e vermelho/branco. |
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Regata
Fox
Regata
feminina com forro interno e elástico para sustentação
dos seios. Feita em cotton/lycra. Perfeita para aulas ciclismo
indoor. |
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Scott
MTB Team Lady
O
sofisticado modelo da Scott tem a palmilha ventilada, revestimento
interno em microfibra, com aplicações de silicone
no calcanhar que evita que saia do pé. O painel lateral
é bem ventilado. A sola é feita com três
materiais injetados em um mesmo molde. Tem ainda cravos frontais
e os cravos frontais (para escalada) são substituíveis. |
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Capacete
Giro Skyla
O
modelo Skyla, da Giro, é desenvolvido exclusivamente
para as mulheres. Tem sistema ajustável na nuca. Tem
20 entradas de ar e o tecido interno do forro é de
Coolmax, que se mantém sempre seco. |
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Capacete
Giro E2
Modelo
top de linha da Giro. Tem 24 entradas de ar, viseira removível
e com ajuste de angulação.
Tem
três tamanhos e cinco opções de cores. |
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Mochila
de hidratação
O
modelo Siren da Camelbak é compacto, se adapta muito
bem ao corpo feminino e comporta 1,5 litro d’água.
Indispensável em pedaladas de média duração.
O reservatório tem tampa na parte externa e é
fácil de abastecer e de limpar. Tem um pequeno bolso
com zíper para pequenos objetos e painel de ventilação
nas costas. |
| DA
ACADEMIA PARA A RUA |
| Em
uma aula de ciclismo indoor (Spining, RPM, Cycling Indoor
e outros métodos), invariavelmente, a maioria dos praticantes
é do sexo feminino. Desde quando chegou ao Brasil,
em meados da década passada, o ciclismo indoor sempre
teve forte apelo entre as mulheres.
Na
Fórmula Academia, no Shopping Eldorado, em São
Paulo, o número de mulheres nas aulas de Spining é
visivelmente superior a dos homens. “Estimo que temos
80% de mulheres em nossas aulas”, diz o professor Eduardo
Rapanelli. “Das 60 bikes que temos, há aulas
em que os homens ocupam somente 10 bikes”, completa.
Situação
semelhante ocorre na Academia Germano’s Fitness, em
Campinas, no interior paulista. “O ciclismo indoor produz
um gasto calórico muito grande e ajuda na perda de
peso. Isso atrai as mulheres, sempre preocupadas em manter
a forma”, conta Wilson Germano (foto),
um dos primeiros instrutores credenciados por Johnny G. -
criador do método Spining - no Brasil.
Germano
acredita que o ciclismo indoor contribuiu para aumentar a
presença feminina nas pedaladas outdoor. Toda última
quarta-feira de cada mês a academia Germano’s
promove um passeio noturno pelas ruas de Campinas, e a presença
das mulheres só cresce. Muitas academias com aulas
de ciclismo indoor promovem passeios ciclísticos junto
à natureza.
“Temos
pelo menos 300 mulheres matriculadas em nossas aulas de ciclismo
indoor. Dessas, pelo menos uns 10-15% possuem bicicleta e
têm o hábito de pedalar”, completa Germano. |
SERVIÇO
Pedal
Power
Rua Baluarte, 672 – Vila Olímpia
São Paulo – SP – Tel (11) 3040.4800
www.pedalpower.com.br
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