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Especial

As meninas superpoderosas da equipe
Sampabikers de Mountain Bike

Texto: Marcos Adami | Fotos: Divulgação


Da esquerda para direita: Gabriela Morelli, Érika Gramiscelli e Adriana Nascimento. As Mmeninas Superpoderosas do MTB Brasileiro

Uma equipe de mountain bike formada só por garotas tem chamado a atenção, e os olhares masculinos, nas competições brasileiras. Trata-se da equipe Sampabikers de Mountain Bike, criada pela Associação Sampabikers no ano de 2002. A equipe formada por três atletas, é a primeira exclusivamente feminina em nosso país e já acumula boas vitórias no currículo.

A mais experiente delas é a paulista Adriana Nascimento, que é nada menos que oito vezes campeã brasileira de mountain bike, em seus 12 anos de carreira profissional. Adriana é a atual vice-campeã da "Bike Race Across", a mais longa prova de mountain bike nacional.

À experiência de Adriana, somam-se a determinação da engenheira Gabriela Morelli, de São Carlos (SP), e a juventude da mineira Érika Gramiscelli, que com seus 19 anos, foi a grande campeã da prova "Powerbiker", realizada no mês de junho, em Passa Quatro (MG).


A Santa Cruz Superlight, com dois amortecedores com trava, pesa
pouco mais de 11 kg
SANTA CRUZ SUPERLIGHT

É impossível deixar de notar as máquinas que as Superpoderosas da Equipe Sampabikers pedalam. Desde o início desse ano, as três atletas têm o que há de mais sofitiscado em termos de bike com suspensão total.

A Santa Cruz Superlight é uma bike fabricada nos Estados Unidos e tem como principal característica sua leveza. A bike pesa pouco mais de 11 quilos, um excelente peso para uma full suspension.


Adriana Nascimento: "Esta bike é completa"

Outra característica da Superlight é a possibilidade de se travar o funcionamento das suspensão dianteira e traseira com um simples acionamento de um botão. Este sistema é muito útil em subidas. Toda a energia produzida pelo ciclista é transmitida à roda traseira, sem desperdício.

"Eu tinha certo preconceito contra bikes full suspension. Elas tendem a ser mais pesadas que uma rígida e a suspensão traseira, se não for adequada, faz o biker perder fora na subida. Em 12 anos de experiência, eu nunca tinha andado de full", diz Adriana Nascimento.

Até a temporada passada, Adriana usava uma Cannondale F-4000, com suspensão Lefty. "A Santa Cruz Superlight que uso agora é mais leve que minha bike anterior e o sistema de trava da traseira me permite concentrar toda força na tração da roda traseira. Nas descidas, eu a destravo para ter amortecimento e ao mesmo tempo mais estabilidade nas curvas. É uma bicicleta completa. Para mim é a bicicleta", completa a campeã.

Outra característica que Adriana destaca na full suspension é a capacidade que essas bikes têm em poupar o físico do atleta em provas longas por etapas. "No Bike Race Across, no Piauí, eu não tives dores lombares e me recuperei muito bem de uma etapa para outra. Nas outras bikes que pedalei, isso não acontecia.", conta.

A bordo de uma Superlight, Gabriela Morelli venceu a primeira etapa do Campeonato Interestadual (cheia de trechos técnicos) e a segunda etapa do Caloi Bike Festival, além do quarto lugar no Power Biker, em junho.

Até o ano passado, Gabi, como é mais conhecida, pedalava uma bike normal, com a traseira rígida. Bikes full suspension têm um preço proibitivo para a maioria dos atletas, mesmo os profissionais.


Gabi e a Superlight: Bike dos sonhos da atleta

"A Superlight é a bike dos meus sonhos. Já havia andado na full de meu namorado e sabia das vantagens. Com a Superlight corri provas com bastante lama, uma delas foi no Pan de MTB, em Medellín na Colômbia, e o funcionamento da suspensão traseira me ajudou bastante. Ela mantém o pneu pregado no chão. Em trechos de single track com raízes e pedras, o desempeho da bike é excepcional. No Power Biker a bike foi maravilhosa naquele piso cheio de pedras", conclui Gabi.

As bikes da equipe estão equipadas com câmbios da marca norte-americana SRAM, com a troca de marchas feitas no punho. Esse sistema proporciona muita rapidez nas mudanças de marchas. "Além de confiável, o sistema é bem simples. A corrente SRAM que equipa nossas bikes, tem um elo que é facilmente desmontável, sem o uso de ferramentas. Quando vou lavar minha bike ou quando troco de roda, basta abrir o "Powerlink" e retirar a corrente", explica Adriana.

O próximo desafio das Meninas Superpoderosas do Sampabikers será no dia 23 de agosto, em Caconde (SP), quando elas participam do Desafio Noturno de Mountain Bike.

Site do construtor: www.santacruzmtb.com

Importador da Santa Cruz no Brasil - Pro Parts - (11) 3845.6997


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