Scott
Aspen - Conforto no off-road

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Texto:
Marcos
Adami
Fotos:
Marcelo Geovanini
Locação:
Condomínio Nova Suíça, Valinhos
(SP) |
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"Que bike linda!".
"Nossa que azul maravilhoso!", foram essas as frases que
ouvimos diversas vezes durante a avaliação da Scott
Aspen, realizado no mês de junho pelo Bikecanal.
O modelo Aspen entrou no mercado
em 2003 para ocupar uma lacuna deixada pelo modelo Vail, que saiu
de linha no final de 2002. Comercializada no Brasil ao preço
de R$ 3.008 mil (na Mega Bikers) esta Scott hardtail se encaixa
na faixa de mercado brasileiro ocupada pela Giant Iguana Disc (R$
2.980 na Pro Sports, em Campinas), pela Trek 4900 (R$ 2.460 - Mega
Bikers, Campinas) e pela Caloi Elite Pro 27 V (R$ 2.244, na Pro
Sports, em Campinas).
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O
grafismo ousado fez sucesso nas ruas
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À primeira vista o que mais
impressiona nessa bike é sua bela cor Azul Royal com detalhes
em preto e prata. Segundo o catálogo 2003 do fabricante,
a Aspen é uma bicicleta destinada ao uso "All Around"
(múltipla aplicações) e também ao cross
country.
A geometria do quadro - chamada de
"Reflex" pela empresa - tem o tubo horizontal ligeiramente
inclinado para trás, que confere mais conforto ao ciclista
em relação a bikes com geometria mais agressiva da
marca, como as da linha Racing.
E conforto foi a palavra da vez durante
o teste. Rodamos uns 100 km com a Aspen no asfalto, estradas de
terra esburacadas, single-tracks e em estradas calçadas com
pedras. Em todas as condições o comportamento da bike
foi excelente. O quadro é relativamente leve e ao meso tempo
absorve bem os impactos do solo.
COMPONENTES
Vários dos componentes da
Aspen levam a assinatura da própria Scott como a mesa, os
manetes de freio, o selim, o canote, as blocagens de roda e de selim,
o guidão, o cubo dianteiro, e ambos V-Brakes. Desses, destacamos
o belo e confortável selim e a beleza e o bom acabamento
da mesa.
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Suspensão
Judy TT com o suporte para freio a disco
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Os
seat stays são em tubos quadrados e retos
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O
azul do head tube e a caixa de direção
Ritchey
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O destaque dos componentes da transmissão
fica por conta do câmbio traseiro Shimano Deore-LX, o terceiro
na hierarquia da marca japonesa. O funcionamento é bem rápido
e preciso. O cassete, com seus 34 dentes, em combinação
com a coroa menor de 22, estão prontos para enfrentar qualquer
ladeira.
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A
soldagem
dos tubos
é reforçada
e bem
acabada |
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Freio
Scott
e mudadores Shimano Deore: combinação
perfeita
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O
selim
é simples
mas muito confortável |
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O pedivela Shimano FC M-445 não
tem o mesmo nível dos demais componentes, mas cumpre bem
o seu papel. O pedal é um mero plataforma de plástico
e bikers mais exigentes vão precisar fazer um up-grade para
um pedal clip.
A suspensão dianteira é
uma Rock Shox Judy TT (2,30 kg), funciona com mola e elastômero
e tem 80 mm de curso. O sistema "Dual Stage Spring" com
regulagem de pré-carga externo, permite pequenos ajustes
no funcionamento e na rididez da suspensão.
Durante o teste a suspensão
se mostrou eficiente e rígida o bastante para não
"afundar" em demasia nas piores subidas.
A grande vantagem das Rock Shox é
a garantia válida no Brasil e a disponibilidade de peças
de reposição. A caixa de direção é
uma "Ritchey", uma das melhores do mundo.
Os aros de parede dupla Alesa ZAC
19 com pneus IRC Mythons são eficientes o bastante, mesmo
não sendo o que há de melhor no mercado.
AS CONCORRENTES
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Trek 4900
- Vem com suspensão Rock Shox Judy Pilot C, pneus Bontrager
e pedivela Shimano Alivio. Entretanto, tem apenas 24 marchas.
Para aficionados do cicloturismo ela já vem com a furação
nos seat-stays para fixação de bagageiros.
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| Caloi Elite
Pro 27 V - Todo o grupo é Shimano
Deore. A suspensão é uma Judy C. Já vem
com pedal clip. A maior vantagem dessa nacional é o preço
acessível. A desvantagem é a depreciação
na hora da revenda. Os pneus são inferiores aos da Aspen.
Tem garantia até 2020 para o quadro, as demais peças
variam de 3 a 6 meses. |
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Giant Iguana
Disc - Tem 24 marchas, 3 a menos que
a Scott Aspen. Vem com freio a disco mecânico Hayes, que
não chega a ser melhor que o bom V-Brake da Aspen. A
suspensão RST Gila TL não tem assistência
técnica no Brasil e suas peças de reposição
são difíceis de encontrar. A geometria não
oferece o mesmo conforto da Aspen. |
CONCLUSÃO
A Aspen é a bike ideal para
quem procura uma bike de muita qualidade, muito leve, com ótimos
componentes e com boa garantia de três anos para o quadro
e de um ano para os demais componentes. Ela encara desde passeios
no asfalto na terra e também não faz feio em competições,
seja de um difícil cross-country ou rápido trip trail.
Um pecado é a falta da furação
para a fixação do bagageiro para cicloturismo. Segundo
o porta-voz da empresa, Raphael Caliendo, este item será
incorporado nos modelos Aspen do próximo ano.
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FICHA
TÉCNICA
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Quadro
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Liga
de alumínio 7005 |
| Suspensão
|
Rock
Shox Judy TT com 80 mm de curso |
| Câmbio
traseiro |
Shimano
Deore LX de 27 velocidades |
Câmbio
dianteiro
|
Shimano
Deore |
Mudadores
de marcha
|
Shimano
Deore |
Freios
|
V-Brakes
Scott Comp |
Pedivela
|
Shimano
FC-M-445 (22-32-44) |
Guidão
|
Scott
Comp 1 com elevação de 13 mm e largura de
600 mm |
| Mesa
|
Scott
Team 1-1/8 |
| Pedal
|
Scott
Comp, de plástico preto |
| Canote |
Scott Elite |
Selim
|
Scott
Performance |
Cubo
dianteiro
|
Scott
Comp |
Cubo
traseiro
|
Shimano
Deore |
Cassete
|
Shimano
Deore (11-34) |
Raios
|
DT
Swiss black, em aço inoxidável |
| Aros
|
Alesa
ZAC-19 de parede dupla, na cor preta |
| Pneus
|
IRC
Mythos 26 X 1.95 |
Tamanhos
|
S,
M, L e XL |
| Cor
|
Azul
Royal e Preto |
| Peso
aproximado |
12,8
kg |
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|
TAMANHO
|
S
|
M
|
L
|
XL
|
| Tubo
vertical (A) |
390
|
440
|
500
|
570
|
| Tubo
vertical (centro a centro) (B) |
336
|
386
|
446
|
516
|
| Tubo
horizontal (C) |
555
|
570
|
585
|
600
|
| Ângulo
do head tube (D) |
70º
|
70.5º
|
70.5º
|
71º
|
| Ângulo
do tubo vertical (E) |
74º
|
73.5º
|
73,5º
|
73º
|
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Veja também: Scott
FX-30 - A evolução do free-ride
Site oficial do importador brasileiro
- www.scott.com.br
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