Sundown
Columbus 14S
Econômica que satisfaz
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Bela
combinação de cores
com grafismo moderno |
Texto:
Marcos
Adami | Fotos: Leandro Ferreira
INTRODUÇÃO
A Sundown,
uma das maiores fabricantes de bicicletas do País, passa
a disputar o mercado de ciclismo com dois modelos, a Columbus 16S
e Columbus 14S – avaliada em primeira mão pelo Bikemagazine.
A nova
linha Sundown Columbus entrou nas pranchetas do Departamento de
Engenharia em janeiro de 2004 e levou cinco meses para ser desenvolvido.
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Detalhe
do tubo horizontal
inclinado para trás. Pintura com tecnologia clear
coat |
Após
alguns protótipos, a versão final passou por testes
no laboratório de qualidade da fábrica da Zona Franca
de Manaus (AM), onde são produzidas as bikes da marca.
Com
o crescimento do ciclismo no Brasil, o mercado sentia falta de uma
bike entry level, como dizem os saxões, que não
custasse o olho da cara, mas que tivesse o mínimo de qualidade
possível para não dar dores de cabeça ao proprietário.
A 14S tem o preço ligeiramente acima dos R$ 1 mil e é
uma bike bem montada, com componentes que inspiram confiança.
A própria
Sundown lançou anos atrás o modelo Columbus, com o
quadro feito em cromo e componentes econômicos.
O fato
é que essa versão antiga da Columbus deixou bastante
a desejar em termos de qualidade e frustrou os sonhos de muita gente
que apostou no modelo de ciclismo da marca – as rodas, por
exemplo, eram bem frágeis e estragavam com facilidade.
Mas
isso mudou. Na avaliação atual, a nova Columbus 14S,
apesar de simples, se revelou uma bike confiável e resistente.
COMPONENTES
Bastou
um rolê pelas ruas para que as pessoas se encantassem com
o grafismo e o design da nova Columbus. O branco pérola contrasta
bem com o tom de azul. Há também uma opção
em vermelho. O garfo – em aço carbono –, os cubos,
blocagens de rodas, coroas e canote de selim na cor preta deixam
a bike com um visual esportivo e harmonioso.
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Os
shifters indexados da marca Shimano
instalados na mesa |
O quadro
de alumínio tem geometria sloping, inclinado para trás,
que não agrada a todos, mas deixa a bike mais compacta e
esperta nas acelerações mais rápidas. Por outro
lado, o quadro compacto e o garfo reto – que não flerte
ao passar sobre as imperfeições do piso – fazem
com que a pedalada não seja das mais macias e suaves.
A primeira
sensação ao se rodar com a 14S é que voltamos
no tempo. Assim como nas antigas Caloi e Monark 10, onde a alavanca
de mudanças das marchas ficava no alto, junto à mesa
do guidão, a 14S usa o mesmo sistema.
Acostumado
com os modernos sistemas STI e Ergopower, em que se troca de marcha
na mesma alavanca do freio e sem tirar as mãos do guidão,
leva-se um tempo para se adaptar com a manobra de tirar rapidamente
a mão do guidão, fazer a troca e voltar novamente
a mão.
Muitos
ciclistas da antiga – Eddy Merckx, Bernard Hinault e outros
tantos – consideram a invenção do STI (Shimano)
e Ergopower (Campagnolo) como a maior invenção dos
últimos tempos para as bicicletas.
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Detalhe
dos stays
traseiros curvos. O pneu
largo e borrachudo encara
incursões no off-road |
Graças
a esses sistemas, o ciclista pode trocar de marcha em pleno esforço,
durante um sprint final por exemplo, com total segurança.
E isso deu um novo rumo ao ciclismo.
A proposta
da Columbus 14S é ser uma bike econômica e resistente.
A ausência de shifter do tipo STI é facilmente
contornável após algumas horas de pedaladas. Ciclistas
mais exigentes podem fazer o upgrade da bike e instalar um STI Shimano
Sora, por exemplo. O investimento vale a pena pelo conforto e segurança.
Se
por um lado os pneus largos (700X28C) deixam a bike mais pesada,
por outro, dão mais versatilidade e os mais aventureiros
vão se sentir à vontade para encarar trechos de estrada
de terra batida, já que pneus mais finos são mais
suscetíveis a furos e cortes.
Durante
a avaliação, após calibrar o pneu traseiro
nas 90 libras recomendadas pelo fabricante Kenda, o pneu murchou
rapidamente. Desmontada a roda, foi fácil constatar o motivo:
um erro de montagem deixou a fita de proteção do aro
torcida, o que provocou um furo na câmara.
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O
pedivela
Shimano FD-A050 |
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Na
traseira, o câmbio
Shimano de 7 velocidades |
Tanto
o câmbio dianteiro quanto o traseiro são versões
econômicas da japonesa Shimano e funcionam bem.
O dianteiro
surpreendeu pelo desempenho rápido, preciso e silencioso.
Entusiastas
mais sérios vão sentir a falta de um pedal de encaixe.
A 14S
vem equipada de fábrica com pedais Wellgo, do tipo plataforma,
e um upgrade nesse item é quase obrigatório.
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A
ausência de furação para um
2º suporte de caramanhola faz
falta em pedaladas mais longas |
Uma
grande ausência na 14S é a furação para
a fixação de mais um suporte para caramanhola (aquelas
garrafinhas d’água). A economia no preço final
do produto não justifica essa limitação. Pedaladas
mais longas ficam comprometidas por conta disso.
A Columbus
14S satisfaz todas as necessidades de um ciclista que gosta de pedalar
uma bike de ciclismo, mas não dispõe dos R$ 2,1 mil
necessários para a aquisição de uma Caloi Strada
ou uma Sundown Columbus 16S, por exemplo.
Os
bons componentes fazem da 14S uma bike versátil e com amplas
possibilidades de upgrade e de utilização. Basta um
clipe no guidão, pedais de encaixe e pneus mais finos para
que a 14S se transforme numa bike apta para encarar um triathlon.
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O
preço acessível
não compromete o
prazer e nem a
qualidade da pedalada |
Ou,
do jeito que ela vem de fábrica, é uma bike que dá
para ser usada como meio de transporte na cidade e, para os fãs
do mountain bike, uma boa bicicleta para treinamento em estrada.
Sozinha
no nicho de mercado das bikes de ciclismo econômicas desde
seu lançamento, na Adventure Fair de 2004, a Columbus 14S
incomodou a concorrência, que reeditou um antigo clássico:
a Caloi 12.
A empresa
anunciou a fabricação de 600 unidades do modelo, que
já está disponível em algumas lojas da capital
paulista.
A reedição
da Caloi 12 vem com cubos de aço, aros de parede dupla, câmbio
[sem indexação] da marca Sun Race de 12 marchas, quadro
de alumínio e preço de R$ 999.
FICHA
TÉCNICA
| Quadro |
Alumínio
6061 T6 tratado. Geometria sloping.
Peso aproximado 1,780 kg |
| Garfo |
Aço
carbono, reto |
| Pedivela |
Shimano
FC-A050C 52 X 39T X 170 mm |
| Câmbio
dianteiro |
Shimano
FD-A050 |
| Câmbio
traseiro |
Shimano
RD-A050 de 7 velocidades |
| Trocadores |
Shimano,
no suporte de guidão |
| Freios |
Da
marca
Alongah tipo Side Pull, de
pivô simples, em alumínio |
| Cassete |
Roda
livre Falcon - 14 - 24 dentes |
| Cubos |
De
alumínio da marca KT Quando pretos,
36
furos com blocagem na dianteira e traseira |
| Pneus |
Kenda
700 X 28C |
| Aros |
Feitos
em alumínio, de parede simples |
| Selim |
Speed
Active |
| Mesa |
Com
expander, em alumínio,
do tipo head set, com 72º de inclinação |
| Guidão |
De
alumínio tratado |
| Canote
|
Kalloy
preto, e alumínio 27.2 mm |
| Cor |
Branca
e azul e branca e vermelha |
| Tamanho |
Disponível
nos tamanhos pequeno e médio |
| Garantia
|
Cinco
anos para o quadro e 4 meses para os componentes |
| Preço |
O
preço sugerido é de R$ 1.099,90 |
| Pedais |
Wellgo
LU-951S do tipo plataforma |
| Ângulo
do cabeçote |
72º |
| Ângulo
do tudo de selim |
74º |
Site
oficial – www.sundownbike.com.br
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