Home
Último Km
Wallpapers
Novidades
Fotos do mês
Galeria
Especial
Roteiro
Coberturas
Manutenção
Treino
Saúde
Nutrição
Segurança
Fale conosco
Especial

Bike Teste
Scott G-Zero FX-30 - A evolução do free-ride

Hoje em dia, para procurar a diversão já não precisa esvaziar a carteira. Desde há alguns anos as bicicletas estão cada vez melhores e mais acessíveis, mesmo quando estão envolvidas as últimas tecnologias na fabricação de quadros!

A Scott G-Zero FX 30 é um bom exemplo, com um quadro de suspensão total da última geração e freios a disco, custa apenas 1299 Euros em Portugal e cerca de R$ 4800 no Brasil.

APRESENTAÇÃO

Da primeira vez que deitamos a vista nesta bicicleta não queríamos acreditar! A Scott FX30 é linda de morrer! Pintada num preto fosco (sem brilho) com umas "listas" amarelas a "chocar" com o negro e um pára-lamas de design espetacular incorporado de origem no tubo diagonal. Esta obra de arte mais parece uma bicicleta topo de gama, porque o veneno está todo ali...!

A FX30, que substitui a FX3 do ano passado, tem como base um quadro muito especial, o que também equipa bicicletas bem mais caras da gama, e que se caracteriza por um sistema de suspensão simplicíssimo onde apenas é utilizado um pivot na suspensão traseira. Assim, a marca garante uma grande eficiência na absorção aliada à durabilidade dos sistemas mais simples.

SUSPENSÕES

O braço oscilante é o ponto que sofreu as modificações mais visíveis. Trata-se de um braço assimétrico, cheio de detalhes e soldas de bom recorte, que inclui este ano uma seção monocoque por cima da pedaleira com um apoio extra para o amortecedor que permite uma modificação importante da geometria que nos pareceu bastante mais rígido que os dos modelos de anos anteriores que já tínhamos experimentado.

Está ancorado no tubo diagonal, através de rolamentos selados, num ponto ligeiramente à frente em relação ao eixo do movimento central, entre a coroa média e grande, dessa forma a Scott confere bastante independência entre a pedalada e o funcionamento da suspensão traseira. Gostamos da proteção em neoprene da Scott que faz parte do equipamento de série, já que esta linda pintura deve ser preservada… Pelo que... não é uma mariquice!

O triângulo dianteiro da Scott, embora não pareça, também recebeu algumas novidades. Destaca-se o novo e belo apoio do amortecedor, com três pontos diferentes de ancoragem. Também novidade é o pára-lamas aparafusado no quadro que confere a esta Scott um aspecto extremamente radical e que nos manteve a cara limpa durante os testes, porque o inverno já está aí à porta!…

O amortecedor traseiro é um DNM que conta apenas com regulagem de retorno e pré-carga da mola e que, este ano, pode ser colocado em dois pontos no braço oscilante e mais três no triângulo principal do quadro que permitem alterar, tanto a geometria, como a progressividade do amortecimento e o curso disponível.

A Scott tem entre 100 e 110mm de curso que são muito sensíveis e controlados na traseira. Um fato curioso é que neste DNM o ajustador do retorno funciona ao contrário do habitual, ou seja, o retorno fica mais lento, rodando-o no sentido contra os ponteiros do relógio.

Durante o teste usamos o amortecedor no furo mais baixo do triângulo dianteiro e no mais atrasado no braço oscilante traseiro, colocando a Rock Shox Judy 100 TT num ângulo mais relaxado e chegando o selim mais para trás, uma geometria que permite estar sob controle em qualquer situação, o que é o ideal para a diversão!

A Judy TT, com 100mm de curso, tem apenas regulagem de pré-carga e pareceu-nos algo rápida nos primeiros quilômetros. A solução é retirar-lhe toda a pré-carga, a suspensão fica mais macia e mais controlada no retorno. Perfeito!

A Hayes encarrega-se de parar (com autoridade, devemos dizer) esta Scott através dos freios a disco HMX-1 mecânicos atuados por manetes Scott Comp com muito bom aspecto. O conjunto surpreendeu pela potência e progressividade de frenagem... porque não é todos os dias que se vêm uns freios mecânicos a travar a sério!…

Outro ponto forte desta bicicleta são os pneus Scott Cougar 2.25 que se comportaram como os melhores. A borracha parecia manteiga… e as curvas tornaram-se um sonho!

A FX30 é o modelo base desta linha, montando componentes mais acessíveis que as suas irmãs. A transmissão está ao cargo de uns cranks e desviador traseiro Deore, sendo o desviador dianteiro um Shimano STX-RC que dotam esta Scott de 24 velocidades. Sem serem as escolhas mais leves, demonstraram funcionar sem problemas. Não falharam uma única mudança ao longo de todo o teste!

CONFORTO

Nos comandos da Scott as mãos caem sobre as manoplas da marca montados num guidão sobre-elevado Scott Strike 1.5, que passou a ser um dos nossos preferidos pelos seus ângulos. Há guidões com ângulos estranhos, mas este não é sem dúvida um deles!

O selim Scott foi feito pensando nesta bicicleta especificamente e tem o mesmo acabamento preto com listas amarelas. Pode ser resumido em duas palavras: bonito e confortável. Não tivemos queixas durante o tempo em que a usamos.

A FX30 beneficia de uma posição de condução muito natural (depois de se baixar o avanço para a posição mais baixa e colocar o selim na altura correta) e transmite confiança logo que nos sentamos nela pela primeira vez. É uma daquelas bicicletas que nos inspiram para a velocidade e para todo o tipo de travessuras…

Com a regulagem que escolhemos, o ângulo da direção fica mais relaxado que na maioria das bicicletas deste tipo dando confiança para entrar nas descidas mais inclinadas e nos saltos onde a roda dianteira tem de aterrissar primeiro O ângulo mais aberto da direção ajuda também nas curvas mais rápidas, visto que dá a esta bicicleta um caráter mais estável.

As rodas são uma combinação de cubos Scott, com raios pretos e aros Rígida Taurus, específicos para disco. Tanto quanto percebemos durante os testes, foram feitas para durar.

É provável que tenham reparado que, no teste, a bicicleta tinha pedais de plataforma... mas esses não são os pedais desta Scott, de fato, esta era uma bicicleta de pré-série destinada apenas a testes e apresentações e por isso faltavam cobrir alguns pormenores… A FX30 vai trazer de origem uns pedais de plataforma com encaixe, os aros vão ter mais adesivos de decoração… Pormenores…

CONCLUSÃO

Esta Scott é uma excelente aposta para aqueles que querem evoluir a bicicleta, visto que este é talvez um dos quadros mais espetaculares que por aqui passaram. A pintura preto fosco deu que falar por onde passamos. O meu vizinho não se cansou de olhar por cima do muro este fim-de-semana!

A FX30 é muito polivalente e vai agradar tanto aos amantes dos passeios mais calmos e do conforto, como também aos freeriders. Em suma, uma bicicleta muito acessível com uma excelente relação desempenho/preço que vai, sem dúvida, marcar com a sua presença muitas das trilhas este ano.

Os freios da Hayes surpreenderam bem! São muito progressivos e têm potência suficiente para travar com um só dedo ao melhor estilo Hayes.
A FX30 para além de uma pintura de fazer inveja a muitas bicicletas mais caras, traz de origem um pára-lamas muito original que lhe dá um aspeto muito agressivo.
O braço oscilante foi melhorado este ano. As modificações mais visíveis são a seção em monocoque do lado da pedaleira e a inclusão de mais um ponto de aperto para o amortecedor.
A Rock Shox Judy 100 TT é uma opção confiável e equilibrada que engloe as irregularidades sem se queixar. O guidão Scott Strike agradou a todos que experimentaram a FX30.
O selim, tal como o pára-lamas é exclusivo deste modelo. Não tivemos problemas de “traseiro” neste teste. Só foi pena termos de tapar o selim...
Os pneus Scott Cougar foram uma revelação. A borracha é supermacia e priveligia a aderência. Os aros da Rígida eram de pré-série. A versão final terá outra decoração.

Quadro: Scott G-Zero FX30 tamanho M
Amortecedor traseiro: DNM
Suspensão: RockShox Judy 100TT
Caixa de direcção: Richey
Avanço: Alumínio negor, com inclinação à frente
Guidão: Scott Strike 1.5
Manoplas: Scott
Manetes: Scott Comp
Shifters: Shimano
Canote de selim: Alumínio com retrasamento
Selim: Scott
Pedivela: Shimano Deore
Cassete: Shimano 11-28
Eixo central: Shimano
Corrente: VMO
Câmbio Traseiro: Shimano Deore
Câmbio Dianteiro: Shimano STX-RC
Pedais: Plataforma
Aros: Rígida Taurus específicos para disco
Raios: Pretos, em aço
Cubos: Scott
Freios: Hayes HMX-1 mecânicos
Pneus: Scott Cougar 2.25
Peso do conjunto: 14.9 kg
Preço: Cerca de R$ 4800 no Brasil | 1299 Euros em Portugal

Texto: Renato Flórido - Fotografia: Carlos M. Gaspar
Matéria publicada com autorização da Revista Bike Sport nº16


Voltar | Home
Visualiação ideal 800x600
© 2001 - 2002 - 2003 - Bikecanal - Todos os direitos reservados
Designed by Affonso Ruiz