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VELÓDROMO DEFINITIVO

Brasil vai ganhar velódromo coberto
no Autódromo em Jacarepaguá

Boas notícias chegaram da Cidade Maravilhosa para o ciclismo brasileiro no início desse mês. Depois de muita luta para provar que a construção de um velódromo temporário seria uma estupidez e um desperdício de dinheiro público.

Seriam gastos absurdos R$ 9,5 milhões para apenas cinco dias de uso, depois disso, o velódromo seria desmontado.

A presidente da Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro (FECIERJ), Ieda Botelho, conseguiu convencer as autoridades que um velódromo permanente seria melhor, com quase o mesmo custo.

Desde setembro do ano passado, quando começou a luta pelo velódromo definitivo, Ieda fez três viagens a Brasília e muitas reuniões com a Prefeitura do Rio, mas valeu a pena todo o esforço. Na semana passada o Prefeito César Maia aprovou a construção do modelo permanente, junto ao Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá.

MAIS MEDALHAS

Atualmente existem apenas três velódromos no Brasil em funcionamento: um em Curitiba, outro em Americana e o mais novo deles em Caieiras, na Grande São Paulo. Nenhum deles é coberto.

O ciclismo de pista, como é chamado, é a modalidade que mais rende medalhas olímpicas para um país. São 30 medalhas em Pan-Americanos e Jogos Olímpicos e 45 nos Campeonatos Mundiais e Copas do Mundo.

A própria Ieda sabe bem o valor de um velódromo. A carioca de 41 anos é ex-ciclista profissional especializada em provas de pista. No seu currículo constam uma medalha de ouro no Sul-Americano de 1994, na Venezuela, além de duas medalhas de prata no Pan-Americano da Colômbia e do Chile.

A construção de um velódromo com uma pista de nível olímpico, feita em madeira, vai ajudar bastante no desenvolvimento do ciclismo brasileiro, além de permitir que o Rio receba eventos internacionais de altíssimo nível.

O MELHOR DA AMÉRICA LATINA

No mês passado, a prefeitura do Rio fez uma proposta de parceria ao governo federal para a construção do velódromo definitivo. Cada parte arcaria com metade dos R$ 19 milhões necessários para a obra. Mas o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, não aceitou. Ieda foi à luta e uma reunião com o prefeito César Maia apresentou um novo projeto orçado em R$ 12 milhões.

No próximo dia 6 será aberto oficialmente um edital para escolher a empresa que vai realizar o nosso tão sonhado velódromo. A parte mais delicada é a construção da pista, que deverá ser construída por uma empresa estrangeira.

“Será o melhor velódromo da América Latina”, garante a presidente Ieda. A arena será coberta, com o teto retrátil, e capacidade será de 1.500 espectadores, com possibilidade de ser ampliada para três mil.

Após a realização dos Jogos Pan-Americanos do ano que vem, a manutenção do velódromo deve ficar a cargo da FECIERJ, por meio de parcerias com a iniciativa privada ou pública. A intenção é que o velódromo sirva para projetos de iniciação esportiva, escolinha e outros projetos sociais que envolvam o ciclismo.


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