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PRIMEIRA BIKE
Joe Vassallo ajuda você a escolher sua primeira bike

Ah minha primeira bicicleta... esta ninguém esquece... no meu caso era uma Monark Tigrão, isso mesmo, aquela com o aro dianteiro menor que o traseiro, uma autêntica Dragster de duas rodas.

Depois que crescemos podemos nós mesmos escolher a nossa bike. De uma forma bastante simplista eu analiso este assunto pelo aspecto do custo-benefício e, principalmente uma relação entre técnica e utilização.

Sua bike tem principalmente que estar adequada à utilização, é claro que dentro do seu orçamento e adequada a você e seus anseios. Muito blablabla e pouco conteúdo até agora, então vamos começar a dar exemplos.

Se você procura uma bike para passeios semanais de pouco mais de uma hora em locais pouco acidentados e em baixa velocidade, investir numa full-suspension (amortecedores na frente e atrás) com freios a disco hidráulicos entre outras maravilhas tecnológicas, vai ser investir dinheiro demais para pouco proveito técnico.

Certamente que o componente status precisa ser levado em consideração, mas vou me concentrar na relação custo(técnica)-benefício(utilização).

Nas mountain bikes, ou simplesmente MTB, é onde encontramos a maior diversidade de opções, como por exemplo:

- Freios: Cantilever, V-Brakes, discos mecânicos ou hidráulicos;

- Quadros: tradicionais ou abertos, em aço, alumínio, fibra de carbono ou materiais compostos;

- Pneus: lisos (asfalto), para terreno arenoso, pedregoso, pesado (lama) etc;

- Sem suspensão, só dianteira a ar, com borrachas (elastômetros), óleo, com travamento eletrônico ou mecânico, traseira com várias opções de implementação etc.

Sem falar de tudo que existe, deu para sentir a salada de opções que é esta coisa de escolher uma bike.

Outro aspecto importante é a durabilidade/precisão dos equipamentos da bike. O grupo (chama-se de "grupo" os componentes utilizados no câmbio, freios, cubos e shifters), de componentes deve estar adequado à utilização, ou seja, quem roda pouco não precisa de um supercâmbio e quem roda muito, se não estiver afim de estar sempre na oficina vai ter que investir um pouco mais.

DICA DO JOE: Neste ponto tenho uma regra pessoal dois grupos abaixo do melhor que existe é suficiente para qualquer um que não seja profissional.

Exemplificando:

No MTB o top da Shimano é o grupo XTR. Pela minha regra um LX estaria ótimo. Para os estradeiros o top da Shimano é o Dura-Ace, então o grupo Shimano 105 seria o ótimo. Ao se utilizar os grupos top ganha-se basicamente na economia de peso, já que são produzidos em materiais mais nobres e leves.

Estes gramas a menos - na maioria das vezes, muito poucas mesmo -, custam muito caro.

Não dava mesmo para criar um guia de compra em algumas linhas, mas minha intenção era plantar a idéia. O equipamento que precisamos é o que está adequado ao nível da sua utilização, sem considerar o status e satisfação que um equipamento top traz ao seu proprietário.

Para encerrar esta minha participação uma dica ao MTBikers: Mais vale uma rabo duro sem suspensão traseira que uma full-suspension de qualidade baixa. A suspensão traseira se não é de boa qualidade só atrapalha, especialmente porque engorda bastante a bike!

Um abração a todos e boas pedaladas!

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